DISCURSIVIDADES SOBRE A IDENTIDADE DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA

Autores

  • Paulo Cesar TAFARELLO UNEMAT

Resumo

A “discursividade” (Orlandi, 2001, 92), sobre qualquer questão a respeito da construção dos “sentidos” (Pêcheux, 1997) sobre “identidade” (Orlandi, 2002, p. 38-39; Rodrigues, 2007, p. 107) - entre outros -, de professor, e docente de língua portuguesa é se deparar com um complexo contraditório da “ordem do discurso” (Orlandi, 2001, p. 93) do econômico, da ordem discurso do social, da ordem do discurso que depende de forma direta ou indireta de sentidos das coerções políticas das condições de produção materiais de existência do regional ou nacional em seu aspecto lato e strictu sensu.

O sentido de identidade de professor de forma ampla em relação aos cursos de licenciaturas no Brasil possui sentidos atravessados por questões que dizem respeito a posição de classe social, pois, ainda que de forma empírica, pode-se constatar que a grande maioria de professores do ensino fundamental e médio são advindas das classes sociais menos favorecidas historicamente, ou seja, as classes populares. Também é notório que o espaço construído historicamente de professor no Brasil, nas últimas décadas, a partir da década de 70, vem sendo perdendo gradativamente seu prestígio social, seja em seu aspecto salarial e degradação das condições materiais daqueles que se inscreve e se constitui nesse espaço, seja enquanto representação discursiva de valores sociais, ou seja, o salário do professor configura os sentidos que a sociedade capitalista lhe confere enquanto posição sujeito e sentidos.

Publicado

2025-03-25